sábado, 2 de junho de 2012

MENSAGEM DO DIA

Neste dia maravilhoso que nasce
Acordamos para vida
Ao despertar agradecemos a Deus
O sangue corre em minhas veias
O ar encharca meus pulmões
Sinto-me pronto
Para mais uma batalha.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

POLÍTICA DE CABRESTO

 
1-Esta historia repentina
Que agora passo a narrar
Vem de duas classes distintas
Como um jogo de azar
A do eleitor serpente
E  político vidente               
Que só vem para roubar.

2-O perfil do eleitor serpente
É aquele que vem rastejando
Pedir ao político vidente
Até um metro de pano
Dinheiro, cachaça, dentadura
Tijolo ou um molho de verdura
Para sair do desengano

3-O político vidente
É aquele rabugento
Fala muito engraçado
Diz que é criador de gado
E o protetor da gente
Faz previsão do futuro
E que nunca foi pão duro
Enterrou até indigente.

4-O eleitor quando encontra
Um político na sua frente
Fica tímido e agitado
Feito um cidadão carente
Com pá de ouvido inchado
De tanto ouvir transtornado
A promessa do  vidente.

5-Político quando discursa
Parece um milionário
Vem todo de paletó
Cantando feito canário
Para tudo tem promessa
Diz que nunca teve pressa
E sempre foi partidário.

6-O pobre eleitor
Nunca soube votar
Pensa que uma eleição
É um jogo de azar
Vota naquele mais forte
Que lhe promete a sorte
E pensa que vai chegar.

7-Tem político danado
Aquele que faz gracinha
Ele fala emocionado
Fingindo que vai chorar
Deixa todo mundo em prantos
Como se fosse um encanto
Só com a força do olhar.
  
8-Terminando a eleição
Quem ganhou vai para Brasília
Dentro de um avião
Beber vinho em demasia
Comer churrasco em mansão
Vitela de porco e salmão
Lagosta e camarão
Na beira duma piscina.


Autor: José Carlos T. Pinheiro


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O DEDÃO DO UROLOGISTA



Muitas histórias contaram
De dedo de urologista
Destas historias danadas
Tem uma bem caprichada
Daquela subestimada
Que faz a gente pensar
Na hora da tal dedada.

O curso de medicina
Tem muita especialidade
Uma é de urologista
Que trabalha de verdade
Dando dedada no povo
Tanto velho como novo
Não importando a idade.

O dedo do urologista
Tem fama de arrombador
Ao invés de coisa boa
Só maltrata com ardor
Com o dedo de ET
Seja cu, seja furico
Não respeita nem doutor.

O dedo de urologista
Sempre é muito destemido
É cada lapa de dedo
E por cima é atrevido
Deixa um rastro terrível
Na bunda do individuo.

Outro dia me disseram
Que o doutor deu uma dedada
No butico de Zé Burrego
Que gemeu sem dizer nada
Torando algumas pregas
Que pra dizer a verdade
Não servia para nada.

Quem disse foi Chicão
Um parrudo de nego brabo
Que pegava boi pelo rabo
Até vim cair no chão
Sempre vivia zangado
No barraco fedorento
Próximo ao riachão.

Certo dia vem Chicão
Com uma historia esquisita
Falava com precisão
Daquela coisa maldita
Que tapava sua urina
Só o pingo é que saia
Sempre ao nascer do dia.

Resolveu ir pra cidade
Consultar o urologista
Levou um chá de cadeira
Daquele especialista
Que ficou acabrunhado
O temível boiadeiro
Parecendo um farrista.

Ai, o doutor lhe atendeu
Fala vai e fala vem
Até que doutor disse:
Vai pro dedo! Vamos vê o que é que tem!
Vou lhe aplicar a dedada
Que pra mode examinar
A próstata se está bem.

Então, foi uma novela
Pro doutor lhe explicar
Mostrar que aquele exame
Tinha que realizar
Explicou-lhe como era
E Chicão feito uma fera
Começou a reclamar.

Mais Chicão em fim cedeu
Pro doutor examinar
Danou seu dedo bem grande
No furico sem olhar
Que Chicão era selado
E aquele pobre coitado
Não ia agüentar.

Chicão então se arretou
Com aquela situação
Deu um golpe de gravata
No doutor de antemão
E ficou acabrunhado
Feito um abestalhado
Parado na contra mão.

O que o senhor ta pensando?
Pensa que eu sou baitola?
Pois pode ficar sabendo
Que meu cu não entra rola
Sou um homem de respeito
E bato no fundo do peito
Que nunca chorei a toa.

Profissional preparado
Era bem inteligente
Explicou para Chicão
Com seu jeito paciente
Que aquilo era preciso
E que era decisivo
Na cura de muita gente.

E Chicão se convenceu
Com a história do doutor
Mais quase morria de medo
Ao ver o enorme dedo
Que lhe vinha penetrar
Na bunda e acunhar
Bem no seu anel de couro.

O doutor aperreado
Falou para Chicão:
Ta pensando que eu gosto
Deste serviço nojento?
De meter todos os dias
Os meus dedos com alegria
Num buraco fedorento?

Na verdade o Doutor
Só queria amansar
Entreter aquela fera
Para ele não gritar
E terminar o trabalho
Mesmo com muito cuidado
Para ele nem notar.

Quando o dedo foi entrando
Chicão foi logo estranhando
A potência da dedada
E ficou meio esquisito
Com aquela situação
De ficar com o cu pra cima
Feito o luar no sertão.

Então, deu um pulo da cama
Com o dedão nas estranhas
Remexendo sem parar
E gritou: maldito seja
Este doutor é ET!
E fugiu bem para longe
Pra terra de Deus dará.


Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

NARRAÇÃO MATUTA DE FUTEBOL


Este futebol matuto
Que agora passo a narrar
Sucedeu-se em Pernambuco
Bem perto do Ceará
Foi o jogo mais difícil
Que eu vi no meu ofício
No sertão de Deus dará.

Foi dos times que jogaram
Na terceira divisão
Um se chamava Prado
O outro de Conceição
O Prado era de casa
E seria uma desgraça
Perdendo pro Conceição.

O Juiz entrou em campo
Com uma grande missão
Era um juiz bem novinho
Com um apito na mão
Os bandeirinhas esquisitos
Perecendo dos mosquitos
Com a flanelinha na mão.

O plantel era composto
Com a seguinte escalação
De um lado o time do Prado
Do Outro o de Conceição
Que assim se resumia
E a negrada com alegria
Esperava a escalação.

O Time do Prado jogava
Com CHICO DO BODE
PEZÃO, PEITICA, AMARELO ROSADO E CABEÇÃO.
ANANIAS, BARTOLOMEU E TRINDADE.
ZÉ DA BURRA, CU DE PUIGA E NEGÃO.

O Atlético de Conceição
Com CHICO DE ASSIS.
ZEZINHO, TOINHO, VAQUEIRO E BUREGO.
MALAQUIA, LOURIVAL E ESQUERDINHA.
LOURO ZÉ, JOAQUIM E ANTONIO PADEIRO.

E o jogo começou
Bola vai e bola vem
Louro Zé pegou a bola
Chutou sem saber pra quem
Esquerdinha que era craque
Tabelou e deu combate
E fez gracinha também.

PEITICA era baixinho
E duro de porrada
Matou a bola no peito
Como na encruzilhada
Deu a bola pra PEZÃO
Que jogou com CABEÇÃO
E fez uma linda jogada.

CHICO DE ASSIS era alto
Um goleiro de primeira
Deu a bola pra BUREGO
Que só jogava na feira
Passando pra MALAQUIA
Deu o drible que queria
Mais estava na banheira.

Numa certa ocasião
O juiz deu uma falta
De ZÉZINHO em ZÉ DA BURRA
Uma lapa de mãozada
Quase que o homem mata
O pobre de ZÉ DA BURRA
Numa infeliz jogada.

CÚ DE PUIGA foi bater
A falta bem colocada
Ajeitou bem a pelota
Não tinha medo de nada
Deu um chute tão potente
Que até o presidente
Levantou-se com a jogada.

CHICO DE ASSIS aperreado
Bateu o tiro de meta
LOURIVAL matou a bola
Quase dava bicicleta
Lançou para JOAQUIM
Que tava lá em Pequim
Com a boca na gamela.

CABEÇÃO faz uma falta
Dentro da pequena área
O juiz marca o pênalti
E a torcida se exalta
MALAQUIAS se agita
E a torcida toda grita
GOOOOOOOOOOL!
Lavou-se mais uma alma.

Logo após uns dois minutos
VAQUEIRO lança BUREGO
Matando a bola no peito
Deu um chute tão certeiro
Que furou até a rede
A potencia do porrete.
E, a torcida grita GOOOOOOOL!
Foi do jogador BUREGO.

No final desta partida
CÚ DE PUIGA se estranhou
Com JOAQUIM e BUREGO
Que até ANTONIO PADEIRO
Sofreu à vezes da dor
Falou para CÚ DE PUIGA
Que deixasse de rancor.

O juiz correu aflito
No final desta refrega
Temendo outro combate
Com a turma da galera
Deixou o campo agitado
Jogou o apito no mato
E disse ninguém me pega.


Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A MORDIDA DA SOGRA


Esta história engraçada
Que agora passo a contar
É de uma sogra medonha
Que só vivia pro lar
Ela era tão danada
Se fazia de coitada
Para o genro não falar.

Um dia Margarida
Como era conhecida
Partiu pra casa da filha
Fazendo-lhe uma visita
Falou da saudade apertada
Que estava solitária
Parecendo uma guarita.

O genro desconfiado
Chamado Sebastião
Falou com todo cuidado
Das fazes da solidão
Dizia impressionado
Pra sogra bem ao seu lado
Parecendo um dragão.

Margarida desejava
Que o genro logo morresse
Pra ficar com sua filha
Só pensava em interesse
Fazia até macumba
E era um Deus nos acuda
Se Bastião entendesse.

Bastião por outro lado
Era um homem cuidadoso
Nunca gostou da sogra
Só fazia roer osso
Dizia que a sogra era cão
Que tava na contra mão
Do seu caso amoroso.

Falava que sua sogra
Parecia uma baleia
Tinha o bucho inchado
E por cima era feia
Vivia despenteada
Dizia-se iluminada
Feito uma lua cheia.

Margarida não gostava
Do seu genro Bastião
Dizia que era um chato
Baixo, feio, do dentão!
Sempre vivia zangado
Era um homem descuidado
Parecendo um leão.

Outro dia Margarida
Visitou Sebastião
Queria entrar no acordo
Com alguma condição
Pra morar com sua filha
Nem que fosse numa ilha
Falou-lhe de antemão.

Ai, Bastião enlouqueceu!
Com aquela situação
Partiu pra cima da sogra
Com um porrete na mão
Danou uma cacetada
Na sogra aperreada
Parecendo um limão.

E a sogra revidou
Partiu pra Sebastião
Tacou-lhe uma dentada
Na polpa de seu bundão
Que ficou tão dolorido
Faltou até o sentido
Vindo a cair no chão.

Então, só foi o que deu!
Pro pobre de Bastião
Tirou o corpo de banda
Correu feito um ladrão
Falaram que quando vivesse
Mesmo quando ele morresse
Jamais teria razão.

Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro.